fev 28

“Eu me atenho à esperança”
Pedro Casaldáliga
Bispo Emérito de São Félix do Araguaia

«Hoje não tenho mais esses sonhos», diz o cardeal Martini

O cardeal Carlo M. Martini, jesuíta, biblista, arcebispo que foi de Milan e colega meu de Parkinson, é um eclesiástico de diálogo, de acolhida, de renovação a fundo, tanto na Igreja como na Sociedade. Em seu livro de confidências e confissões “Colóquios noturnos em Jerusalém”, declara: «Antes eu tinha sonhos acerca da Igreja. Sonhava com uma Igreja que percorre seu caminho na pobreza e na humildade, que não depende dos poderes deste mundo; na qual se extirpasse de raiz a desconfiança; que desse espaço às pessoas que pensem com mais amplidão; que desse ânimos, especialmente, àqueles que se sentem pequenos e pecadores. Sonhava com uma Igreja jovem. Hoje não tenho mais esses sonhos». Esta afirmação categórica de Martini não é, não pode ser, uma declaração de fracasso, de decepção eclesial, de renúncia à utopia. Martini continua sonhando nada menos que com o Reino, que é a utopia das utopias, um sonho do próprio Deus.

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fev 28

Estão abertas as inscrições para os primeiros editais da Secretaria de Cultura lançados em 2009 através da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb). São cinco editais nas áreas de Artes Visuais, Dança, Teatro e Música, que irão selecionar artistas para apresentações e exposições em espaços culturais da Funceb, na capital e no interior. Com o sucesso da estréia dos projetos “Segundas Musicais” e “Quintas do Teatro”, criados em 2008, este ano os respectivos editais ampliam significativamente o número de projetos selecionados.
Para os artistas visuais, o “Portas Abertas para as Artes Visuais” irá selecionar 24 propostas de exposições, individuais ou coletivas, para ocuparem galerias em Salvador e centros culturais dos municípios de Alagoinhas, Feira de Santana, Jequié, Juazeiro, Porto Seguro, Valença e Vitória da Conquista. Serão escolhidas duas propostas por espaço, com duração de trinta dias cada uma, a serem realizadas entre julho de 2009 a junho de 2010 com verba de apoio no valor líquido de R$ 1,5 mil.

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fev 27

 

O jogo só termina quando acaba

Paulo Pires (*)

Conforme transmissão radiofônica da partida Vitória da Conquista 3, Camaçari 2, nesta quinta feira (26/02/09), uma coisa ficou clara: Enquanto o juiz não encerrar a peleja o atleta não deve se desligar do jogo. Na partida entre os dois times, em determinado momento o que pareceu é que alguns atletas do Bode conquistense esqueceram a lição deixada pelo saudoso Vicente Matheus: “O jogo só termina quando acaba”. Bastou colocar 3 bolas no filó do adversário para que baixasse aquele espírito de acomodação que tanto irrita o torcedor brasileiro. Estávamos ganhando de 3 a 1, e isso, na concepção de alguns dos nossos atletas, já era suficiente para não nos empenharmos mais. O Camaçari que aparentemente estava morto sentiu o comodismo do nosso time, reagiu e quase engrossa uma partida que estava em nossas mãos.

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fev 27

Nem sempre um bom mandato garante para o político a permanência no cargo. Aqueles que, estando em função pública, desempenharam uma boa gestão apresentam os mesmos índices de continuidade no cargo que governantes que mantiveram ou pioraram a gestão. Contudo, o partido pelo qual o governante se reelege faz toda a diferença. Os partidos maiores apresentam as menores taxas de insucesso quando comparados aos partidos menores. Nas votações de 2000 e 2004, por exemplo, pequenos partidos como o Partido Social Democrata Cristão (PSDC), Partido Trabalhista do Brasil (PTdoB) e Partido Social Liberal (PSL) tiveram, respectivamente, fracasso em 87,5%, 83,33% e 80% das tentativas.
Entre os grandes, a taxa de fracasso é bem mais baixa. Para o Partido dos Trabalhadores (PT), esse número foi de 24,59%. Para o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), de 29,78%, para o Democratas, de 33,67%, e para o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), 33,64%.

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fev 27
Agência DIAP
 
Com o tema segurança pública e o lema a paz é fruto da justiça a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou nesta quarta-feira de cinzas (25), em todo o Brasil, a 46ª Campanha da Fraternidade 2009.

A Câmara dos Deputados a pedido dos deputados petistas Geraldo Magela (DF), Nelson Pellegrino (BA), Luiz Couto (PB), Pedro Wilson (GO), Nilson Mourão (AC) e também Rodrigo Rollemberg (PSB/DF) e José Linhares (PP/CE) vai realizar sessão solene em homenagem à campanha. A sessão será no próximo dia 9 de março, no plenário da Casa. Continuar lendo »

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fev 27
Agência DIAP
 
 

O salário médio dos bancários admitidos ao longo do ano passado foi cerca de 40% menor do que a remuneração dos trabalhadores que deixaram o setor financeiro no mesmo período.

A informação faz parte de pesquisa da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), que será divulgada na próxima semana e mostra que o salário médio dos trabalhadores demitidos pelos bancos do País em 2008 era de R$ 3.451,88. Continuar lendo »

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fev 26

Pisando na bola

Paulo Pires (*)

Há muitos anos admiro a trajetória do senador pernambucano Jarbas Vasconcelos. Político sério, respeitado e amado por uma fatia considerável do povo do seu [meu] estado, principalmente os recifenses, o senador é hoje, sem dúvida, uma figura lendária dentro da política brasileira. Durante muito tempo fêz dobradinha com outro político de Pernambuco – merecedor de todo o respeito – o grande Marcos Freire. Marcos morreu precocemente e deixou Jarbas aqui na Terra semeando, espalhando idéias e ações sempre voltadas para um mundo melhor. Até aí tudo bem.

As declarações do senador à Revista Veja são todas procedentes. Na entrevista ele fala da decepção com muitos colegas e os rumos que seu partido [PMDB] tomou. A cobrança implacável de nomes que a imprensa fez não diminui em nada a seriedade de suas afirmações. Queriam a todo custo que o senador desse uma de Joaquim Silvério dos Reis [aquele que dedurou Tiradentes e outros inconfidentes] e mencionasse um por um quem é vigarista em sua agremiação partidária. Jarbas desconversou e disse não precisar nomeá-los porque todos sabem de quem se trata. O fato é que a entrevista provocou um furdúncio dos diabos. Os vigaristas do PMDB, por sua vez, ficaram calados e deram o assunto por encerrado. O senador Pedro Simon, que é do partido de Jarbas mas não é vigarista, foi o único da facção que deu uma resposta ao velho e bom político pernambucano. Como diria Maria Emília: “os demais fizeram cara de paisagem”.

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