Para Dilma, o Brasil não mostra sintomas de ter sido “contagiado” pela crise. “A característica desse contágio é através do crédito e o país está bastante robusto. Diferente das crises antes do governo Lula, quando o Estado estava extremamente fragilizado, (…) quando acontecia crise, o país quebrava.” Ela afirmou que as ações adotadas pelo governo, como a edição de medidas provisórias que autorizam a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil a comprar ativos e capital de bancos em dificuldade, vão ajudar o Brasil a não ser “contaminado”. “Nós nos consideramos confortáveis, se bem que atentos, sabendo que é uma crise de crédito e tem de tomar medidas cabíveis.” Assim como disse o presidente Lula em diversas ocasiões, Dilma disse que há “torcida política” contra o PAC, “Há talvez torcida política para que ocorra [corte no PAC]. Tem segmentos políticos que acham que quanto pior, melhor.”
Novas obras
Apesar do otimismo em relação à manutenção dos investimentos, Dilma disse que novas obras não serão incluídas no programa. “Para uma obrar entrar outra tem de sair. Não estamos ampliando os recursos do PAC.”
Eleições
A ministra afirmou que o PT teve “excelente desempenho” nas eleições municipais deste ano”. “Nós fizemos seis prefeitos [nas capitais], o outro que fez bastante (o PMDB) também fez seis. Fizemos também prefeitos no chamado G-79, aquelas cidades com mais de 200 mil eleitores, o nosso desempenho foi melhor.” Ela destacou, porém, que os partidos da base aliada que dá sustentação ao governo Lula também tiveram bom desempenho. “É um país que não pode ter só uma visão do exercício do poder.”
Do G1, em São Paulo



