mai 31

Após sete anos sem passar por intervenção – quando foi realizado um recapeamento na pista de pouso – o aeroporto Octacílio Figueiredo, em Vitória da Conquista, volta a receber investimentos do Governo do Estado. A obra, que já está com o projeto concluído, deverá ser iniciada no segundo semestre deste ano e entregue em abril de 2009 para a população. O anúncio será feito pelo governador Jaques Wagner, durante sua visita à cidade, neste sábado (31), quando inaugura ações na área de saúde, desenvolvimento social e segurança.
O terminal terá suas pistas de pouso, taxiamento e o pátio para as aeronaves ampliados e reforçados, além do readequamento do sistema de sinalização, com a revisão e implantação dos dispositivos de sinalização noturna, diurna e de auxílio ao pouso. Neste projeto, também será implantado o serviço contra incêndio. O projeto executivo – orçado em mais de R$ 15 milhões – já foi concluído e a licitação da obra deverá ocorrer em junho.

Com a ampliação, o terminal terá a capacidade de receber aeronaves de grande porte, do tipo Boeing 737 e Folker 100, favorecendo a demanda de linhas regulares. Estas características também constituem mais uma alternativa de escalas para outros estados. Os principais serviços previstos são os de terraplenagem em solo, drenagem superficial, pavimentação com revestimentos em Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ) e concreto de cimento e sinalização.
Enquanto esta obra não é iniciada, o Derba está atuando no local, com a construção de um muro de proteção patrimonial, com 3,5 mil metros de comprimento e três mil metros de altura. Esta intervenção – iniciada em fevereiro – será concluída entre agosto e setembro.
O aeroporto de Vitória da Conquista atende a demanda regional, principalmente, nos projetos de irrigação de Livramento de Nossa Senhora, além de atender o turismo na região de Rio de Contas. O terminal, de propriedade do governo estadual, também é utilizado pelo norte de Minas Gerais.

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mai 30
O preço do petróleo está batendo recordes quase diariamente. No momento, ele gira ao redor de 130 dólares o barril. O índice dos preços de alimentos da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) foi, em média, 127 em 2006 e 157 em 2007, subindo para 220 em março de 2008 (1998-2000 = 100). Nunca em tempos de paz houve pressões inflacionárias tão violentas a partir do encarecimento de bens essenciais.
Por Paul Singer*
Eis a grande novidade dessa dupla crise que se deve às mesmas causas: a redução da pobreza em grandes países periféricos, como a China, a Índia e o Brasil (além de outros), que expandiu fortemente a demanda por derivados de petróleo e por alimentos “nobres” -carne e laticínios, cuja produção exige muito mais trabalho humano, energia e recursos naturais não renováveis, como terra e água.
A elevação dos preços do petróleo e da comida deveria provocar um aumento de sua produção, pois seu encarecimento a torna mais lucrativa. Mas a elevação da produção alimentar esbarra na disponibilidade de terra e água, limitada pela sua poluição pelos elementos químicos utilizados pelos agricultores. O mesmo vale para o aumento da produção de petróleo, limitado pelas reservas exploráveis.

Estamos nos defrontando com um cenário que Celso Furtado previu em 1974, quando escreveu “O Mito do Desenvolvimento Econômico”. Ele sustentava que era um mito esperar que o desenvolvimento econômico dos países do Terceiro Mundo lhes permitiria alcançar o nível de vida usufruído apenas pelos povos do Primeiro Mundo, porque não haveria recursos naturais suficientes para que isso pudesse acontecer.
Quase um terço de século decorreu desde então, e o que parecia na época um exagerado temor malthusiano tornou-se consensual, sobretudo desde que se comprovou que o clima da Terra está aquecendo, com conseqüências danosas para os recursos naturais do planeta.
A nova classe média nos países chamados de emergentes passou a ter dinheiro para alcançar o padrão de vida de sua congênere do Primeiro Mundo. Essa mudança seria desejável se ela não impactasse desfavoravelmente sobre a grande massa que continua pobre.
A carestia da comida, causada pelo aumento da demanda dos ex-pobres, empobrece ainda mais os que já gastam a maior parte do que ganham para alimentar a família. Os cereais que lhes mataria a fome tendem agora a ser dados aos animais cujos derivados alcançam preços cada vez mais atraentes.
O funcionamento do mercado mundial de alimentos produz “naturalmente” esses efeitos perversos. Motins da fome estouram em cada vez mais países e, de acordo com a FAO, em 37, dos quais 21 africanos, há crise alimentar.
Premidos pelo desespero dos famintos, cada vez mais governos (inclusive o brasileiro) tratam de restringir a exportação de alimentos básicos para garantir o abastecimento do mercado interno. O que naturalmente agrava a situação dos pobres nos países que dependem de alimentos importados.
A ONU, alarmada com a gravidade da situação, está solicitando das nações mais ricas recursos para impedir que a fome se alastre pelo mundo, pondo em risco não só o combate à pobreza mas também a paz mundial.
Governos terão de adotar medidas de emergência para garantir um abastecimento alimentar mínimo a todos: estatizar os estoques de alimentos para evitar que sejam açambarcados pelos que têm dinheiro para formar estoques privados. E racionar a sua venda, por preços que os mais pobres possam pagar; eventualmente, taxar mais os alimentos derivados de animais para possibilitar o aumento da produção dos alimentos vegetais, indispensáveis à nutrição do conjunto da população; taxar também os derivados de petróleo, para reduzir a utilização do transporte individual e aumentar a do transporte coletivo.
A crise alimentar e energética poderá talvez ser contida por medidas como essas, mas sua resolução exigirá mudanças mais profundas.
Os padrões de consumo terão de ser acomodados à real disponibilidade de recursos naturais, e esta deverá ser alargada por mais investimentos no aumento da produção agrícola sustentável do ponto de vista social e ambiental.
As crises energética e da mudança climática terão de ser resolvidas pelo desenvolvimento de fontes renováveis de energia limpa, única maneira de acabar com as emissões de gases resultantes da queima de combustíveis fósseis.
A crise alimentar não pode deixar de limitar, em alguma medida, a produção de agrocombustíveis, de modo que o desenvolvimento de outras fontes de energia – solar, eólica, hidráulica – terá de receber prioridade.
* Paul Singer é economista, professor titular da Faculdade de Economia e Administração da USP e secretário nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego.
Fonte: Folha de S.Paulo

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mai 30

O STF (Supremo Tribunal Federal) confirmou ao anoitecer desta quinta-feira (29), por seis votos a cinco, que a Lei de Biossegurança é constitucional e portanto as pesquisas brasileiras com células-tronco embrionárias podem prosseguir. No plenário lotado e em frente ao Supremo, portadores de doenças que poderão ser curados pela medida fizeram a festa.

O plenário do Supremo ficou completamente lotado desde a manhã de quarta-feira (28), quando teve início a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 3510. Jornalistas, advogados, integrantes de movimentos pró e contra as pesquisas e portadores de necessidades formaram o público. Cadeirantes posavam para fotografias ao lado de pesquisadores, no hall de entrada do Supremo, fazendo o sinal de vitória com os dedos.
Hora de de “correr atrás do tempo perdido”
O último a votar no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que questionava o uso de células-tronco de embriões humanos em pesquisa científica, foi o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes. Seu voto foi contrário à liberação das pesquisas, mas esta já obtivera maioria.
O voto do ministro Celso de Mello foi o que decidiu a resolução. Em seguida, a pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP) Mayana Zatz disse que agora é o momento de “correr atrás do tempo perdido”. Mayana se disse feliz com os sete votos a favor da constitucionalidade das pesquisas, sem restrições, “mas com um senso imenso de responsabilidade”.
A pesquisadora ressaltou também que é preciso respeitar o posicionamento dos que são contrários ao uso de células-tronco de embriões, em geral por motivos religiosos. “Eu espero que dentro de alguns anos, quando nós tivermos os resultados, aqueles que votaram contra nos dêem razão”, concluiu.
Voto de 3 horas tentou barrar a pesquisa
A Ação Direta de Inconstitucionalidade foi apresentada em 2005 pelo então procurador-geral da República Cláudio Fonteles, católico praticante, que expressou a oposição da Igreja a esse tipo de pesquisa. Em 5 de março, quando o julgamento foi iniciado, os ministros Carlos Ayres Britto, relator da ação, e Ellen Gracie votaram pela continuidade das pesquisas, mas o ministro Carlos Alberto Menezes Direito pediu vistas do processo, adiando o julgamento.
Direito foi o ministro que se opôs com mais tenacidade à decisão: seu voto, na quarta-feira, durou mais de três horas e incluiu uma tentativa final de criar pelo menos obstáculos parciais a esse gênero de pesquisa científica, que segundo a comunidade médica pode permitir a cura de doenças hoje insanáveis.
Da redação, com agências

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mai 30

La Bombonera e a Mamoneira

Paulo Pires (*)

Se o amigo é Conquistense como os irmãos Maurão e Marcelo – o primeiro é dono de um Bar no Terminal Lauro de Freitas e o segundo não sei por onde anda – certamente gosta de futebol e já ouviu falar em La Bombonera, o famoso Estádio do Boca Juniores. Pois não é que Vitória da Conquista, sem querer, imitou Buenos Aires e criou nos idos de 50 até final dos anos 70 um ambiente com nome parecido chamado A Mamoneira? E se você, caro amigo, for Conquistense da gema, deve ter ido pelo menos uma vez visitar aquele local. A Mamoneira, juntamente com o Magassapo, eram dois pedaços da área central da cidade mantidos em altíssima discrição. Foi lá onde durante muitos anos funcionou o famoso Cabaré de Branca. Pois é, amigos, onde hoje está o nosso Ceasa, funcionavam casas de tolerância (aquelas das luzinhas vermelhas) e que nas horas de aperto, a rapaziada prá lá se dirigia, com o justificado apelo de “trocar o óleo”. Era um alívio. Muitas e muitas vezes, vi cabôco saindo daquele local palitando os dentes, na maior cara de pau. Parecia estar saindo de uma churrascaria (aliás esse hábito hoje é pouco recomendado).
Mas o fato é que A Mamoneira cumpria seu papel social (ou sexual?) muito relevante. À medida que o cabôco se sentia apertado, sem carinho e sem afeto, dirigia-se até romantismo daquele ambiente de luzes crepusculares e com uns vinte ou trinta mirréis, aliviava suas aflições deixando suas perversões animalescas sublimadas. Creio que a diferença básica entre La Bombonera e A Mamoneira reside na psicologia e no aspecto dos indivíduos ao saírem dos dois ambientes

No Estádio da Bombonera o sujeito entra excitado, por causa de sua expectativa em relação ao jogo e, independente do resultado, sai mais ainda. Na Mamoneira a coisa era diferente. O sujeito chegava excitado e saía aliviado. Claro, sua energia entrava em estado de repouso após o “serviço” e o cabôco ficava calminho. Quando ele saía da casa das meninas, tornava visível o sorriso inzoneiro somado a uma indisfarçável expressão de quem acabara de participar de algo estimulante.

A clientela dos cabarés da Mamoneira eram homens simples, sem muita diplomação. Em geral, exerciam ofícios de pedreiros, barraqueiros, sapateiros, motoristas de caminhão, marceneiros, barbeiros cisterneiros (a Praça da Bandeira era cheia desses), etc. Gente boa que gostava de comer “capim” fora do pasto. Alguns diziam com juvenil contentamento: “Cavalo amarrado, também come”. Depois chegavam a Avenida (antigamente o Terminal Lauro de Freitas era chamado de Rua da Avenida, pode?) com uma vontade enorme de beber uma geladinha e refletir sobre o acontecimento. Rua da Avenida? Penso que a nossa mania de pleonasmos se consagrou a partir do próprio nome da cidade: Vitória da Conquista.

Ainda guardo imagens daqueles “cabôco”, cheios de alegria, caras de sonso, fingindo inocência para as suas companheiras oficiais. Em um sábado daqueles idos de 1960, vi uma das meninas de Branca dando uma dura em um deles. Acho que estava apaixonada pelo sujeito. Acontece que a mulher do dito cujo estava ao lado e a “menina” não sabia. Caro amigo, foi uma baixaria da zorra na Praça da Bandeira. O pior é que quando um sujeito é surpreendido em erro, a moral dele, não tem jeito, vai brejo.

O cara amarelou, esverdeou e a “menina” mandou sobre ele um repertório completo de chulismos de mangalaça. A esposa, aproveitando os ressentimentos acumulados ao longo do casamento, achou oportuna a ocasião e descascou uma série de impropérios sobre o companheiro. Foi uma lavação de roupa como há muito não se via na velha Praça. Eu, menino, anotava mentalmente todos os lances. A mulher xingava de um lado e a rapariga grasnava do outro. E eu não arredava do local. Sem ter o que fazer – e contando com a neutralidade de menino – não desgrudava os olhos do “ordinário”. O sujeito tava mais apertado do que parafuso de nave espacial. A polícia chegou, avaliou a situação e deu um grito de basta (naquela época a gente tinha mais medo de policia, do que as codornas têm de espingarda de dois canos). Depois do esporro da PM, me mandei junto com os demais curiosos, Dias depois, andava eu de bicicleta pela Avenida Frei Benjamin e eis que o Don Juan estava lá, com outra mulher que não era nenhuma daquelas da Feira. Pensei comigo: Ah, se a mulher desse sujeito aparecesse agora. Depois fiquei matutando: Por que as mulheres, volta e meia, chamam os homens de descarados? Hoje eu entendo. A Mamoneira acabou. Nunca mais ouvi falar de Branca. Alguém sabe? Maurão continua firme na Avenida. Acho que vou passar lá prá beber uma gelada. Um abraço cordial e até a próxima.
Paulo Pires Professor UESB-FAINOR

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mai 29

Por: Eduardo Moraes

Desde 2006, com a volta do futebol profissional, Vitória da Conquista passou a experimentar uma alegria jamais vista. Hoje, o assunto na boca do povo, é o futebol, o futebol do Esporte Clube Vitória da Conquista. A energia transmitida pela torcida alviverde corre nas veias de jogadores, diretores e comissão técnica, que não medem esforços para fazer ainda mais e melhor pelo esporte da nossa terra.
Em dia de jogo do Vitória da Conquista no charmoso Lomantão, O carinho e a paixão demonstrada pelos torcedores e torcedoras, é algo inenarrável; é um amor que já tomou conta de toda a Bahia. Essa é uma Torcia premiada e reconhecida. Sua força irradia para além do estádio, acompanhando a equipe, onde quer que vá. Quem dera se todas fossem iguais às torcidas show de Vitória da Conquista!
Nós, da diretoria do Vitória da Conquista, queremos agradecer e aplaudir as parceiras: Criptônita, Cripitonetes, Gaviões do Jurema, Sangue Verde, Kabeça Vazia, Independente e tantas outras. São amantes do esporte que coloriu todo o Campeonato baiano de 2008, levando paz e difundido o espírito esportivo que deve sempre imperar. Pelas arquibancadas o que se viu foi um mix de alegria, criatividade e festa.

Acreditamos que um time forte e campeão, se constrói a cada dia, especialmente com a participação da torcida que critica , quando tem que criticar, mas que apóia aplaude e empurra para frente, quando as dificuldades batem à porta. Estamos empenhados em fazer de Vitória da Conquista também, uma excelência em futebol bem jogado e bem gerido.
Esperamos poder continuar contando com a mesma confiança de todos na série C do campeonato brasileiro, que se inicia no dia 06 de julho. Acreditamos que nas partidas a serem realizadas aqui, o nosso estádio estará sempre lotado, mostrando agora para todo o Brasil a força do nosso time do coração. Saibam que esse vínculo de paixão e amor, entre a cidade, seu time, sua torcida e diretoria, são recíprocos e não será enfraquecido.Parabéns e obrigado a todos os torcedores e torcedoras do Esporte Clube Vitória da Conquista. E vamos juntos ao título da série C do brasileiro 2008.

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mai 29

Prêmio IgNobel

Paulo Pires (*)

Os amigos André Cairo (com quem me encontrei no centro da cidade sábado passado) e Itamar Figueiredo (Nepad-FAINOR), insistem para que eu reúna minhas crônicas e as coloque em livro. Tenho grande apreço pelos dois, mas acho que a idéia se depender de mim, não será materializada. O mundo está cheio de livros bons (e ruins também). Por que publicar mais um que não vai acrescentar nada? Não posso deixar de assinalar que a proposta é fascinante. Mas não tenho tempo prá isso. Sou uma pessoa sem tempo. Mal tenho tempo para almoçar. Prá ser sincero, mal tenho tempo para escrever, por isso escrevo mal.
Gustavo Flaubert, um dos maiores escritores de todos os tempos, era um homem de gênio e de sorte. Diferentemente do seu colega americano Edgar Allan Poe, que só possuía genialidade, Flaubert era um sujeito de muita sorte (tanta que tinha tempo de sobra!). Tudo que fazia ou vivia era suntuoso, luxuoso. O alemão Goethe também era agraciado com tudo que a vida proporcionava de bom (saúde, dinheiro, fama, glória, boas companhias e por ai afora). Mas os escritores, ou pelo menos as pessoas que pensam em ser um deles, têm obrigatoriamente que escolher seus “musos” literários. Devem saber em quem se espelhar. Dante, o monumental autor de a Divina Comédia, tinha como expressão máxima de suas influências literárias o genial Virgílio (este possuía um epíteto modesto: O Pai do Ocidente). E eu? Bem, penso que o meu modelo de escritor é… Deixa-me ver, ah, já sei: Autores que fazem muito sucesso. Hoje as pessoas só admiram ou respeitam quem faz sucesso.

Por causa do tal sucesso, vendem o corpo, a alma, sua história, e, em nome do politicamente correto, fazem concessões e mais concessões, até chegar ao fundo do poço da mediocridade. Homens como o grande Elomar Figueira vivem sérias dificuldades de coexistência nesse mundo idiota. O grande rapsodo é uma pessoa séria, sincera, talentosa e dada a poucas concessões. Essas concessões, na visão dele, vão se somando de tal modo que o permitido em demasia deixa de ser apenas “o tolerado” para se transformar permissividade. Acho que o Elomar está certo. E olhem que sou um sujeito prá lá de tolerante. Mas não posso deixar de reconhecer que o mundo está descambando para uma mediocrização insuportável!

Na década de 1970, a ministra da cultura da França (Governo Giscard D´Estaing) escreveu um artigo para o jornal Le Monde no qual alertava para os encaminhamentos que a geração contemporânea estava dando ao processo cultural de então. Alertava a ministra que conforme a coisa progredia, inevitavelmente cairíamos em um abismo da contracultura e, pior, pelo fato de não estarmos preparado adequadamente, teríamos sérias dificuldades para nos refazer da baixaria. Não deu outra. A realidade é que se estamos vivendo um momento grandioso da engenharia e da comunicação integradas à computação (formando a chamada Tecnologia da Informação), por outro lado, perdemos o senso estético (e crítico) a tal ponto que estamos sucumbindo impiedosamente à comunicação de massa. Tudo agora é feito e tem de ser aceito “porque o povo gosta”. È mentira! O povo não gosta de cocô, não! O povo gosta de coisas boas. Mas, se sobre a mesa só se coloca titica, então a plebe ignara cai dentro. O pior é que a mediocridade evoluiu tanto que a aderência a ela deixou de ser e ter espectros isolados em indivíduos ou pequenos grupos para se tornar verdadeiros fenômenos sociais (nacionais).

Mas os amigos Itamar Figueiredo e André Cairo, devem ter um alento em relação às suas propostas para lançamento do livro. É que agora, além do Prêmio Nobel de Literatura, foi instituído o Prêmio IgNobel, que confere a cientistas e escritores de quinta categoria prêmios de reconhecimentos às suas bestagens. Nesse caso, me pronuncio igual a Severino, personagem de Zorra Total: “Tô dentro!”. Creio que minhas chances em ganhar o Prêmio Ignobel não estão distantes da realidade. Em verdade eu gostaria de ser um Tchekov, um Kafka ou quem sabe, um Dostoievski, um Konrad. Infelizmente, não deu. Limito-me então a escrever bobagens, na esperança de um dia ser incluído no rol daqueles que fazem sucesso. Ah, como eu gostaria de fazer sucesso como o Paulo Coelho… Um abraço cordial e até a próxima.

Paulo Pires Professor UESB-FAINOR

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mai 28

Este projeto tem como objetivo apresentar o Seminário de Contabilidade do Sudoeste da Bahia, promovido pelo CENTRO ACADÊMICO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS – C.A.C.I.C UESB, EMPRESA JÚNIOR CONSULTORIA E CONTABILIDADE DA UESB E.J.C.C, e do referido curso.O Seminário realizar-se-á em 30 e 31 de maio de 2008, na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) campus universitário de Vitória da Conquista.
O seminário é um espaço de discussão, debate e aprendizado, que visa envolver os estudantes de Ciências Contábeis e Profissionais de Contabilidade e áreas afins para refletir e debater sobre a Pesquisa em Contabilidade para o Desenvolvimento Profissional perante a sociedade e a qualificação na formação acadêmica no que se refere a esta questão.
Este Seminário será dedicado à temática da “A Pesquisa em Contabilidade para o Desenvolvimento Profissional”, onde os eixos de discussão serão: a adoção de técnicas e métodos de pesquisa em contabilidade, visando o desenvolvimento da Ciência Contábil e da Sociedade; manutenção e reputação das entidades públicas e privadas; enfim temas que envolvem o conceito de pesquisa e mercado profissional no que se refere a forma de conduzir os negócios das entidades de tal maneira que a torna parceira e co-responsável pelo desenvolvimento social e profissional.
Para isso, esperamos contar com, palestras, mesas-redondas, mini-cursos, que nos leve a uma diversidade de enfoques e perspectivas, enriquecendo assim, nossos conhecimentos.
É com essa proposta que os discentes do curso de Ciências Contábeis Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) campus universitário de Vitória da Conquista, esperam acolher todos os alunos e profissionais da área e afins para discutir: “A PESQUISA EM CONTABILIDADE PARA O DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL”. www.orkut.com/Community.aspx?cmm=48184874

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